Eu tenho uma cadela, a Lisa.
Na verdade ela não é minha, mas da família. Nem sou a pessoa preferida dela.
Ela gosta em primeiro lugar do meu marido. Em segundo, acho que da minha mãe. Eu devo ser a terceira, mas nem tenho certeza. Não faz mal. Eu amo a Lisa e não estou competindo pelo amor dela.
Só sei que na vida dela eu sou aquela que mais se preocupa com seu bem-estar. Não que meu marido não se preocupe, mas sou eu a mais maluca-chorona-preocupada-neurótica.
Sou eu que vejo se ela tem comida, se tem água fresca, se entrou formiga no potinho, se ela precisa passear, se está feliz ou não. Sou eu que todas as manhãs limpo seus olhos, dou beijos, converso e escovo o seu pêlo. Abro a porta quando ela a arranha e pego os brinquedos que cairam embaixo da cama ou sofá.
Fico pensando se ela está com frio, com calor. Sou eu que compro a ração, biscoito e petisco. Sou eu que choro quando ela não come.
Quando vamos passear sempre dou um jeito de fazer com que ela pare onde deseja para cheirar novidades.
E mesmo com toda minha dedicação, basta um chamado do meu marido, a pessoa predileta dela, para que a Lisa se vá.
Isso, para mim, não é ingratidão, é lição de vida. O meu amor por ela é meu. É meu amor.
É o amor que ela faz brotar em mim, que ela planta em mim. E que eu vejo dia a dia florescer.
Ela me faz sentir, com seu jeitinho de bicho, um sentimento genuíno, que nada pede em troca.
Ela me faz assim, canina. Fiel, generosa, sem rancores.
Acho que a Lisa me ensinou a ser um pouco cachorro e isso faz de mim uma pessoa melhor.
Este texto foi copiado da Rosana Hermann, do Blog "Querido Leitor". Eu o adaptei para a minha realidade com a minha Lisa, como forma de gratidão.
Quem quiser ler o texto original: http://queridoleitor.zip.net
Como bem disse o meu amigo Moisés: "Cachorro é um bicho muito legal. Acho que Deus os fez sob medida."
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Propaganda da Coca-Cola.
O vídeo diz tudo, mas se você não consegue assistir ao vídeo, coloquei o texto dele, mais abaixo.
Trata-se de uma propaganda relativamente simples da coca-cola, onde um homem de 102 anos vai conhecer um bebê que acabou de nascer.
A mensagem que ele quer passar para o bebê é simples também. Simples verdade.
Me fez chorar.
Eu sou uma sortuda.
Olá Aitana!
Me chamo Josep Mascaró e tenho 102 anos.
Sou um sortudo.
Sorte por ter nascido, como você.
Por poder abraçar a minha esposa.
Por ter conhecido meus amigos.
Por ter me despedido deles.
Por continuar aqui.
E você perguntará por que venho lhe conhecer hoje.
É porque muitos lhe dirão que você veio ao mundo num momento ruim.
Que há crise, isso e aquilo.
Isso irá torná-lo forte.
Eu vivi momentos piores que este.
E no final, você só vai se lembrar das coisas boas.
Não se preocupe com bobagens e vá buscar o que te faz feliz.
Por que o tempo passa muito rápido.
Eu vivi 102 anos e te asseguro:
- A única coisa que você não vai gostar na vida é que ela vai parecer muito curta!
Você está aqui para ser feliz.
Trata-se de uma propaganda relativamente simples da coca-cola, onde um homem de 102 anos vai conhecer um bebê que acabou de nascer.
A mensagem que ele quer passar para o bebê é simples também. Simples verdade.
Me fez chorar.
Eu sou uma sortuda.
Olá Aitana!
Me chamo Josep Mascaró e tenho 102 anos.
Sou um sortudo.
Sorte por ter nascido, como você.
Por poder abraçar a minha esposa.
Por ter conhecido meus amigos.
Por ter me despedido deles.
Por continuar aqui.
E você perguntará por que venho lhe conhecer hoje.
É porque muitos lhe dirão que você veio ao mundo num momento ruim.
Que há crise, isso e aquilo.
Isso irá torná-lo forte.
Eu vivi momentos piores que este.
E no final, você só vai se lembrar das coisas boas.
Não se preocupe com bobagens e vá buscar o que te faz feliz.
Por que o tempo passa muito rápido.
Eu vivi 102 anos e te asseguro:
- A única coisa que você não vai gostar na vida é que ela vai parecer muito curta!
Você está aqui para ser feliz.
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Inverno dentro de mim
De todas as coisas profissionais ruins que me aconteceram durante toda a vida, a que mais mexeu comigo até agora, foi ter sido mandada embora do meu último emprego há 20 dias.
Talvez o simples fato de ter sido mandada embora pela primeira vez já tenha sido suficiente para me tirar o chão, mas como isso aconteceu em um momento muito "diferente" da minha vida (digamos assim), o que eu senti foi bem pior do que perder o chão.
Aquele foi o primeiro lugar que eu gostei de trabalhar em segundos, nem precisei esperar passar o terrível primeiro mês, a constrangedora adaptação para, no fim, gostar do lugar por aceitação. Foi questão de segundos mesmo. Foi também o primeiro lugar onde as amizades pareciam muito antigas, muito queridas e sem aqueles teatros iniciais, onde você tenta ser mais educado, ou mais ouvinte do que realmente é, para conquistar os colegas. Lá sempre foi tudo muito transparente, muito leve, muito confortável e foi o único emprego que, até hoje, me fez cogitar trabalhar a vida toda.
Houve um tempo em que eu trocava de emprego de 6 em 6 meses por vontade própria. Houve um tempo que eu comprei um apartamento e precisava de dinheiro, daí eu fiz horas extras durante 4 anos. Houve um tempo onde as águas eram claras, o gramado era verde e o céu era muito azul.
Talvez seja por isso que eu ainda sinta tanto. Talvez seja por isso que eu ainda esteja anestesiada, sem rumo, sem vontade de levantar da cama e perceber que o novo dia chegou.
Ou talvez seja só porque é inverno, porque a cama é mais gostosa, porque a fome é mais intensa e eu precise mesmo de um tempo pra voltar a querer ver o sol nascer.
Talvez o simples fato de ter sido mandada embora pela primeira vez já tenha sido suficiente para me tirar o chão, mas como isso aconteceu em um momento muito "diferente" da minha vida (digamos assim), o que eu senti foi bem pior do que perder o chão.
Aquele foi o primeiro lugar que eu gostei de trabalhar em segundos, nem precisei esperar passar o terrível primeiro mês, a constrangedora adaptação para, no fim, gostar do lugar por aceitação. Foi questão de segundos mesmo. Foi também o primeiro lugar onde as amizades pareciam muito antigas, muito queridas e sem aqueles teatros iniciais, onde você tenta ser mais educado, ou mais ouvinte do que realmente é, para conquistar os colegas. Lá sempre foi tudo muito transparente, muito leve, muito confortável e foi o único emprego que, até hoje, me fez cogitar trabalhar a vida toda.
Houve um tempo em que eu trocava de emprego de 6 em 6 meses por vontade própria. Houve um tempo que eu comprei um apartamento e precisava de dinheiro, daí eu fiz horas extras durante 4 anos. Houve um tempo onde as águas eram claras, o gramado era verde e o céu era muito azul.
Talvez seja por isso que eu ainda sinta tanto. Talvez seja por isso que eu ainda esteja anestesiada, sem rumo, sem vontade de levantar da cama e perceber que o novo dia chegou.
Ou talvez seja só porque é inverno, porque a cama é mais gostosa, porque a fome é mais intensa e eu precise mesmo de um tempo pra voltar a querer ver o sol nascer.
Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
Rubem Alves
"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."
Preciso acreditar nisso...
Preciso acreditar nisso...
Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
15 dias
Em 15 dias eu perdi uma querida amiga e perdi o meu querido emprego.
Só posso dizer que a partir de agora a sorte está do meu lado.
Amanhã tenho que lembrar de ir na lotérica.
Só posso dizer que a partir de agora a sorte está do meu lado.
Amanhã tenho que lembrar de ir na lotérica.
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Querência
Hoje o meu sonho é ter a vida de uma propaganda de margarina.
Quero ter um casal de gêmeos (combinei com o marido apenas 1 gravidez, então tem que ser PERFEITA).
Quero ter 4 beagles fêmeas, todas iguais a Lisa.
Quero uma casa com um quintal grandão e lindo, com plantas, com piscina, e até com uma hortinha (que eu vou lutar muito pra fazer sobreviver).
Quero espaço pras crianças e os cachorros brincarem.
Quero minha mãe e meus amigos sempre perto de mim.
Quero acordar cedo, fazer o café da manhã e ter a mesa cheia de risadas gostosas.
Quero atividades físicas após o café da manhã.
Quero uma alimentação equilibrada, saudável e feita com amor (Pizza, sanduíche e chocolate fazem parte desta alimentação).
Quero saúde pra mim e pra minha família.
Quero poder educar os meus filhos com tempo.
Quero poder cuidar da casa.
Quero poder levar minha filha na escola, no karatê e no ballet.
Quero poder levar meu filho na escola, no judô e no futebol.
Quero fazer natação junto com meus filhos e meu marido.
Quero muito bom-humor.
Quero a casa cheia no fim de semana.
E quero dinheiro suficiente pra essas pequenas coisas.
Dizem que em algumas épocas da vida o hormônio feminino fala mais alto. No meu caso eu acredito que a fase "viva a vida pois a vida é curta" está falando mais alto que meus hormônios femininos.
Efeito causado quando a gente perde alguém que a gente ama. Efeito causado quando a gente começa a perceber que os nossos dias são todos iguais e todos meio-vazios, parece que faltando "alguma coisa".
Por sorte eu já tenho a Lisa e o Clayton. Parte do meu sonho já começou a se realizar.
Quero ter um casal de gêmeos (combinei com o marido apenas 1 gravidez, então tem que ser PERFEITA).
Quero ter 4 beagles fêmeas, todas iguais a Lisa.
Quero uma casa com um quintal grandão e lindo, com plantas, com piscina, e até com uma hortinha (que eu vou lutar muito pra fazer sobreviver).
Quero espaço pras crianças e os cachorros brincarem.
Quero minha mãe e meus amigos sempre perto de mim.
Quero acordar cedo, fazer o café da manhã e ter a mesa cheia de risadas gostosas.
Quero atividades físicas após o café da manhã.
Quero uma alimentação equilibrada, saudável e feita com amor (Pizza, sanduíche e chocolate fazem parte desta alimentação).
Quero saúde pra mim e pra minha família.
Quero poder educar os meus filhos com tempo.
Quero poder cuidar da casa.
Quero poder levar minha filha na escola, no karatê e no ballet.
Quero poder levar meu filho na escola, no judô e no futebol.
Quero fazer natação junto com meus filhos e meu marido.
Quero muito bom-humor.
Quero a casa cheia no fim de semana.
E quero dinheiro suficiente pra essas pequenas coisas.
Dizem que em algumas épocas da vida o hormônio feminino fala mais alto. No meu caso eu acredito que a fase "viva a vida pois a vida é curta" está falando mais alto que meus hormônios femininos.
Efeito causado quando a gente perde alguém que a gente ama. Efeito causado quando a gente começa a perceber que os nossos dias são todos iguais e todos meio-vazios, parece que faltando "alguma coisa".
Por sorte eu já tenho a Lisa e o Clayton. Parte do meu sonho já começou a se realizar.
Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Minha querida amiga

Algumas coisas estranhas pegam a gente muito de surpresa e a gente fica sem saber o que fazer.
A Fernanda, minha amiga da foto, odiava esta foto. Quando enviei pra ela da primeira vez ela respondeu, por e-mail: "QUEIMA!".
Eu respondi dizendo que não era possível queimar porque era digital e ela respondeu: "Então espera eu chegar na sua casa pra você ver!"
Esta foto foi tirada em janeiro de 2006. Não lembro exatamente o dia do mês, mas sei que foi numa segunda ou terça-feira porque ela me ligou a noite dizendo que estava passando na minha casa para gente ir em um churrasco.
Eu sempre topava essas coisas de última hora porque sempre foi muito divertido. Neste dia não foi diferente. Não fosse a luz ter acabado em algum momento por causa de uma tempestade, o churrasco teria durado a noite toda.
Fomos amigas íntimas por 11 anos e hoje eu recebi a notícia que ela faleceu. Acabei de chegar do velório depois de um longo dia chorando. Minha cabeça está estourando de dor, mas não consegui dormir. Não sei se o momento é certo para escrever porque vai doer muito em mim, mas preciso muito desabafar de outra forma além do choro.
Ela teve uma embolia. Há mais ou menos 1 mês ela fez uma cirurgia e estava bem. Já estava em casa e já havia voltado a trabalhar, mas hoje de manhã ela passou mal e antes de chegar no hospital, faleceu.
Ela tinha 31 anos. Trinta e um. Estava noiva. Havia acabado de comprar uma casa com o noivo e, em 11 anos de amizade, nunca a vi mais feliz.
Desde que recebi a notícia minha cabeça está a mil. Mil imagens, mil lembranças, mil histórias, mil risadas, mil viagens, mil segredos, mil pessoas. Algumas quedas, alguns momentos tristes. Tudo está aqui, na frente dos meus olhos. Tudo ao mesmo tempo.
Sabe a imagem que você tem guardada quando lembra da época faculdade?
Sabe a imagem das viagens de carnaval, de feriados prolongados, nos seus "bons e velhos tempos" de juventude que você não tinha muito dinheiro, mas se divertia horrores?
E quando você lembra de uma história MUITO engraçada que você viveu?
Em todas estas minhas imagens, a imagem dela está presente.
Em quase todos os momentos da minha vida, desde que eu a conheci, nos bons e nos ruins, ela esteve próxima.
E eu simplesmente não sei como vai ser a minha vida sabendo que eu nunca mais vou encontrar com ela, nem conversar, nem rir, nem compartilhar um segredo, nem reclamar, nem discutir por bobagem, nem nada.
Eu não sei o que eu vou fazer com tudo o que eu ainda tinha pra falar. A propósito, pra onde vão as palavras se agora não tem a pessoa pra ouvir?
O que eu faço com o ímpeto de ligar pra ela pra contar alguma novidade, ou alguma fofoca?
O que eu faço com o caminho que me levava pra sua casa?
O que eu faço com esta dor que ainda não me fez acreditar que tudo isso aconteceu?
O que eu faço pra acordar deste pesadelo?
Estou perdida. Estou zonza.
Quero minha amiga de volta.
Volta Fer, por favor.
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Confissões de adolescente
Antes de começar gostaria de esclarecer um fato em mim.
Sou contra o aborto. Definitivamente. Não acredito que nenhuma explicação justifique tal ato. Sou totalmente contra, mesmo analisando todos os lados. E eu posso até entender o "seu motivo", mas se você abortou, pra mim, você cometeu um crime. Desculpe, mas eu penso assim.
E devo esclarecer ainda que minha opinião é isenta de religião, de política, de tudo. Sou contra. Ponto. Isso é meu. Não sei de onde vem. Sou antiquada, cabeça fechada, limitada. Sou tudo o que você quiser quando o assunto é aborto. Mas continuo contra. 100%.
Dito isso, posso começar o meu post.
Quando eu era adolescente lembro que li o livro "Confissões de Adolescente". Não lembro se assisti ao seriado, ou se li colunas em revistas, mas do livro eu lembro de ter lido, porque detestei.
Talvez porque eu morava no interior de MG. A realidade da minha cidade e da minha adolescência era totalmente diferente da realidade da autora, filha única, que morava no Rio de Janeiro com o pai, separado da mãe. Meu pai era falecido e cresci filha única com minha mãe.
Com 14 anos eu brincava de barbie. Ela fumava maconha e não se lembrava das coisas que fazia.
Com 16 eu namorava um rapazinho da minha idade e nunca tinha beijado outra pessoa além dele. Ela engravidou e fez um aborto por vontade própria. Eu namorei 2 anos sem sequer deixar o menino passar a mão em mim e terminei porque ele queria dar "um passo a mais" no relacionamento.
Eu morria de medo de engravidar e por isso guardei a minha virgindade o quanto pude, muito depois da adolescência ter acabado.
Enfim. Nunca gostei do tal Confissões de Adolescente. Nunca combinou com nada na minha vida.
Mas a grande surpresa é que não termina aí. Agora a autora escreveu outro livro, Confissões de Mãe, depois de ter tido 4 filhos. Não li, mas pela entrevista que ela deu (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI71872-15228,00-.html), já sei que vou discordar novamente com as confissões dela.
Pela entrevista percebi que ela ficou muito machista. Tão feminista e independente na adolescência e agora, tão machista.
Hoje ela acredita que toda mulher tem que ser mãe para saber o que é ser mulher. O marido tem que trabalhar. A mulher tem que cuidar da casa, dos filhos. E somente assim eles terão uma boa base para o futuro, serão inteligentes e vencerão.
E ela agora é contra o aborto. São as voltas que a vida dá.
Na minha opinião, o mundo dela é diferente do mundo. E ela não considera que nem todas as mulheres podem ter filhos, indiferente da escolha.
Na minha opinião a maternidade não faz a mulher ser mais ou menos mulher. É claro que muda a vida da mulher, mas a não-maternidade muda também. As experiências e as escolhas mudam os seres humanos. Homens e mulheres.
Pra mim, a realidade dela é ainda muito diferente da minha. Desde Confissões de Adolescente até agora. Não serve de base pra nada na minha vida. Nunca serviu.
E eu não consigo acreditar que Confissões de Mãe com apenas uma experiência de vida seja confissões de mãe. Particularizar só dá base para uma vida muito igual. E as pessoas são diferentes. Ainda bem.
Sou contra o aborto. Definitivamente. Não acredito que nenhuma explicação justifique tal ato. Sou totalmente contra, mesmo analisando todos os lados. E eu posso até entender o "seu motivo", mas se você abortou, pra mim, você cometeu um crime. Desculpe, mas eu penso assim.
E devo esclarecer ainda que minha opinião é isenta de religião, de política, de tudo. Sou contra. Ponto. Isso é meu. Não sei de onde vem. Sou antiquada, cabeça fechada, limitada. Sou tudo o que você quiser quando o assunto é aborto. Mas continuo contra. 100%.
Dito isso, posso começar o meu post.
Quando eu era adolescente lembro que li o livro "Confissões de Adolescente". Não lembro se assisti ao seriado, ou se li colunas em revistas, mas do livro eu lembro de ter lido, porque detestei.
Talvez porque eu morava no interior de MG. A realidade da minha cidade e da minha adolescência era totalmente diferente da realidade da autora, filha única, que morava no Rio de Janeiro com o pai, separado da mãe. Meu pai era falecido e cresci filha única com minha mãe.
Com 14 anos eu brincava de barbie. Ela fumava maconha e não se lembrava das coisas que fazia.
Com 16 eu namorava um rapazinho da minha idade e nunca tinha beijado outra pessoa além dele. Ela engravidou e fez um aborto por vontade própria. Eu namorei 2 anos sem sequer deixar o menino passar a mão em mim e terminei porque ele queria dar "um passo a mais" no relacionamento.
Eu morria de medo de engravidar e por isso guardei a minha virgindade o quanto pude, muito depois da adolescência ter acabado.
Enfim. Nunca gostei do tal Confissões de Adolescente. Nunca combinou com nada na minha vida.
Mas a grande surpresa é que não termina aí. Agora a autora escreveu outro livro, Confissões de Mãe, depois de ter tido 4 filhos. Não li, mas pela entrevista que ela deu (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI71872-15228,00-.html), já sei que vou discordar novamente com as confissões dela.
Pela entrevista percebi que ela ficou muito machista. Tão feminista e independente na adolescência e agora, tão machista.
Hoje ela acredita que toda mulher tem que ser mãe para saber o que é ser mulher. O marido tem que trabalhar. A mulher tem que cuidar da casa, dos filhos. E somente assim eles terão uma boa base para o futuro, serão inteligentes e vencerão.
E ela agora é contra o aborto. São as voltas que a vida dá.
Na minha opinião, o mundo dela é diferente do mundo. E ela não considera que nem todas as mulheres podem ter filhos, indiferente da escolha.
Na minha opinião a maternidade não faz a mulher ser mais ou menos mulher. É claro que muda a vida da mulher, mas a não-maternidade muda também. As experiências e as escolhas mudam os seres humanos. Homens e mulheres.
Pra mim, a realidade dela é ainda muito diferente da minha. Desde Confissões de Adolescente até agora. Não serve de base pra nada na minha vida. Nunca serviu.
E eu não consigo acreditar que Confissões de Mãe com apenas uma experiência de vida seja confissões de mãe. Particularizar só dá base para uma vida muito igual. E as pessoas são diferentes. Ainda bem.
Sábado, 11 de Abril de 2009
Acho incrível as pessoas desejarem "etc."!
Outro dia foi o meu aniversário e alguns amigos me enviaram mensagens de felicitações. Várias mensagens me chamaram atenção porque além do tradicional "parabéns", continham o "etc.":
"Parabéns! Saúde, paz, amor, etc... etc..."
Incrível! Tudo é tão clichê que as pessoas têm preguiça até de pensar no que realmente desejam. Tudo é mais fácil, simples, rápido. Todos têm pressa . Com o "etc." você completa tudo o que você quis dizer e gasta apenas 8 ou 10 palavrinhas. Basta o receptor ter um pouco de criatividade que você proporcionou a ele um super-dia-feliz.
E para os que vêm aqui no meu blog, eu desejo bom dia, boa tarde, boa noite, bons sonhos, saúde, dinheiro no bolso e etc... etc...
"Parabéns! Saúde, paz, amor, etc... etc..."
Incrível! Tudo é tão clichê que as pessoas têm preguiça até de pensar no que realmente desejam. Tudo é mais fácil, simples, rápido. Todos têm pressa . Com o "etc." você completa tudo o que você quis dizer e gasta apenas 8 ou 10 palavrinhas. Basta o receptor ter um pouco de criatividade que você proporcionou a ele um super-dia-feliz.
E para os que vêm aqui no meu blog, eu desejo bom dia, boa tarde, boa noite, bons sonhos, saúde, dinheiro no bolso e etc... etc...
Quinta-feira, 19 de Março de 2009
Meme: 6 coisas aleatórias sobre você. Ou seja, sobre mim.
1. Eu tenho T.O.C. (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Conto os degraus quando subo e desço escadas. Sempre. Mesmo conversando. Às vezes, se não estou com pressa, conto os meus passos em pequenas distâncias.
2. Eu tenho mania de organização. Dizem que isso também é T.O.C. , eu acredito que seja apenas mania de organização...
Organizo meu guarda-roupas por tamanho, estação (inverno, meia-estação e verão), cor e, acreditem, roupas de trabalhar X roupas de passear. Organizo todos os meus objetos de forma alinhada e por ordem de tamanho. Clayton desfaz tudo e me chama de doente.
3. Eu sou filha de um padre da igreja católica. Isso me fez aprender mais cedo que o pecado é só uma questão de ponto de vista.
4. Eu tenho um backup da internet no meu computador pessoal. Sério. Com pouco mais de 1 tera de informação.
5. Eu sou muito fã do Batman. E fico impressionada quando alguém diz que não gosta dele. COMO??? :-)
6. Eu só sei estudar se eu escrever. Se eu apenas ler eu não consigo concentrar, por outro lado, se eu escrevo eu aprendo, associo e nunca mais esqueço. Meu cérebro é estranho.
REGRAS:
1- Linkar a pessoa que te indicou. (OK. Já estava.)
2- Contar seis coisas aleatórias sobre você. (OK. Acima.)
3- Indicar mais seis pessoas e colocar os links no final do post. (OK. Abaixo.)
4- Avisar as pessoas que você indicou, deixando um comentário para elas. (OK.)
5- Avisar quem te indicou quando você publicar seu post. (OK.)
Meus indicados pra continuar na brincadeira são:
1- Lila (http://bemfamilia.blogspot.com/)
2- Dani (http://volteiablogar.blogspot.com/)
3- Renata (http://wishyoucloser.blogspot.com/)
4- Lu (http://ideiaslargadas.blogspot.com/)
5- Moises (http://outro-rumo.blogspot.com/)
6- Fabiana (http://www.esbaforida.blogspot.com/)
7- Marushia (http://hajimemashite.blogspot.com/)
8- Fla (http://www.artenacozinha.blogspot.com/)
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